Vi várias pessoas com seus textículos bonitinhos que eu quis
ter um também!
Não sei por que chega esta época e todos resolvem escrever
–postar no face- coisas sobre o término de mais um ano e a alvorada do ano que
se aproxima. Quase como faziam os nossos ancestrais em oferendas para os
deuses, para acalmarem a sua fúria.
Se for por isto, 2014 foi um ano que passou irado! Sangue no
“zói”, como se diz por aí!
Seja qual for a natureza desses deuses; incas, astecas,
gregos, nórdicos, africanos, venuzianos, ou qualquer galáxia que for; seja qual
for a natureza desse “sacrifício” ou “oferenda”, para ficar mais bonitinho,
resolvi fazer um também, para –acalmar a ira do próximo ano- compartilhar com
cada um de vocês, toda a sabedoria que adquiri durante esses 364 dias e algumas
horas (e contando), ou só porque estava entediado e quis escrever alguma coisa
mesmo.
Depois de muito matutar sobre o que dizer, resolvi –para
variar-, recorrer a sabedoria do Pequeno Príncipe para fazer algumas
considerações.
Eis que nos diz: “Aqueles que passam por nós, não vão sós,
não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.” (Antoine de
Saint-Exupéry).
Pois é! Mesmo se saber, mesmo sem querer, alguns deixaram
muito de si.
Foi um ano de intersecção entre o final da vida estudantil e
início (ou quase início) de vida profissional. Também teve grande aprendizado
na vida pessoal, indubitavelmente uma reflete na outra e vice-versa.
Aprendi muito com meus pacientes, com meus professores
supervisores, com meus amigos, e aprendi muito comigo mesmo (claro, né, eu que
vivi tudo o que se passou), mas, segundo a velha sabedoria popular “a maior
sabedoria não é aquela que vem de fora, mas a que vem de nós mesmos.” Tudo
depende do tempero que você vai usar pra fazer esse grande “mexidão” da vida!
Adentro só para falar sobre o que é esse magnífico prato. Sei
que todo mundo aqui já comeu o bom e velho “mexidão”, talvez com outro nome,
mas sua essência sempre foi e sempre vai ser a mesma. Pegar todas as sobras da
geladeira, mexer tudo (daí o nome) e mandar pra dentro. Mas é uma arte fazê-lo,
só depois de muita prática consegue fazer um bom “mexidão”, eu garanto!
Chega agora de dicas de culinária, voltemos ao texto.
Outro dia vi uma imagem que dizia para que “para a alma não
ficar sedentária, deveríamos correr mais... riscos.”, se é assim, eu lhes digo,
mete pimenta nessa sopa porque eu aguento! (Convivi com pimentas das Minas
Gerais, meu nêgo, quem já provou sabe como é!).
Nunca achamos que estamos preparados até que as coisas
aconteçam, não é absurdo, portanto, falar que o ano seguinte será melhor do que
este que passou, porque hoje, somos melhores do que ontem e amanhã seremos
melhores do que hoje, e no final do ano que vem, estarei dizendo que neste ano
fui melhor do que o ano anterior.
A todos eu desejo apenas sabedoria para o ano que se chega
rápido, rápido que nem uma locomotiva desgovernada.
E que ele nos atropele em cheio e extraia de nós
todo o melhor que podemos dar. Ou que os deuses venham piores do que nunca,
para que daqui um ano, possamos fazer uma “oferenda” tão boas quanto as que
tenho visto.
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