Cá estou, meus queridos, depois de um longo tempo, para
falar justamente sobre isto, o tempo.
Não sei se preciso ou não justificar o afastamento da
escrita; não sei nem se tem justificativa, talvez a falta de... tempo?! –risos-
ou falta de vontade, apenas.
Quando enchemos a cara, precisamos tomar um café pra acordar
novamente, e passei muito tempo tomando, literalmente falando, curando vários
tipos de bebedeira.
Mas, sem mais delongas, vamos ao que interessa.
Dia desses, enquanto conversava com uma até então professora
minha, a mesma me fala algo somente digno da sabedoria dos psicanalistas:
“[...] algumas coisas, só depois de muito tempo, a gente vai conseguir entender
o porquê”.
Pequenas epifanias da vida!
Apesar de ser um tema um tanto quanto clichê; todo mundo já
viu aqueles testículos, aqueles que falam da importância de não perder tempo e
coisas do tipo, e por obvio que seja; a vida algumas vezes tem que nos dizer,
de um modo, digamos assim, pouco delicado “TOMA ESSA VERDADE NA CARA!!!”.
Portanto, sendo “ousado”, como diria meu amigo Léo, vou tentar dizer algumas
coisas que matutei nessas idas e vindas.
Soa até engraçado, mas perdemos tanto tempo correndo atrás
do tempo perdido, mas na verdade o tempo está com a gente o tempo todo.
Como as plantinhas precisam de tempo para darem frutas, as
pessoas também precisam de tempo para darem suas frutas –sem pensamentos
maliciosos-, porque, se colhermos as frutas imaturas, sua aparência, seu
cheiro, seu gosto, sua qualidade, nunca vai ser a mesma. Agora, meu amigo, se
deixar, e não colher, isso pode te dar uma dor de barriga de não se esquecer
tão cedo.
Pensemos agora que o(a) leitor(a) está... pense em qualquer
situação que quiserem, e por sabe-se lá o motivo, quebre os dois braços, para
ser bem trágico. Ficará temporariamente impossibilitado de fazer várias coisas,
não é?! Várias coisas, mesmo! E é preciso justamente tempo para que aquilo que
está doente possa melhorar.
Aí vocês vão me dizer, “sabe de nada, inocente...”
há situações em que não temos mais tempo.
E eu vou lhes dizer, vocês tem razão, algumas vezes, perdemos realmente
tempo, acreditando, justamente, que sempre o teremos. É a nossa profunda ilusão
de controle. E me perguntam novamente “o que fazemos com isto?”.
Vamos recorrer a Antoine de Saint-Exupéry e seu pequeno
príncipe “De novo me senti gelado pela sensação do irreparável, e compreendi
que não suportaria a ideia de nunca mais ouvir aquele riso. Para mim, era como
uma fonte no deserto”.
Será que é irreparável? Talvez conseguimos forjar um tempo
mínimo, e fazer diferente, fazer com que o tempo, por menor que seja, seja
eterno para a gente. Sempre há tempo.
Será que é irreparável? Talvez conseguimos forjar um tempo mínimo, e fazer diferente, fazer com que o tempo, por menor que seja, seja eterno para a gente. Sempre há tempo - muito bom
ResponderExcluir