domingo, 21 de dezembro de 2014

Considerações sobre o tempo.

Cá estou, meus queridos, depois de um longo tempo, para falar justamente sobre isto, o tempo.
Não sei se preciso ou não justificar o afastamento da escrita; não sei nem se tem justificativa, talvez a falta de... tempo?! –risos- ou falta de vontade, apenas.
Quando enchemos a cara, precisamos tomar um café pra acordar novamente, e passei muito tempo tomando, literalmente falando, curando vários tipos de bebedeira.
Mas, sem mais delongas, vamos ao que interessa.
Dia desses, enquanto conversava com uma até então professora minha, a mesma me fala algo somente digno da sabedoria dos psicanalistas: “[...] algumas coisas, só depois de muito tempo, a gente vai conseguir entender o porquê”.
Pequenas epifanias da vida!
Apesar de ser um tema um tanto quanto clichê; todo mundo já viu aqueles testículos, aqueles que falam da importância de não perder tempo e coisas do tipo, e por obvio que seja; a vida algumas vezes tem que nos dizer, de um modo, digamos assim, pouco delicado “TOMA ESSA VERDADE NA CARA!!!”. Portanto, sendo “ousado”, como diria meu amigo Léo, vou tentar dizer algumas coisas que matutei nessas idas e vindas.
Soa até engraçado, mas perdemos tanto tempo correndo atrás do tempo perdido, mas na verdade o tempo está com a gente o tempo todo.
Como as plantinhas precisam de tempo para darem frutas, as pessoas também precisam de tempo para darem suas frutas –sem pensamentos maliciosos-, porque, se colhermos as frutas imaturas, sua aparência, seu cheiro, seu gosto, sua qualidade, nunca vai ser a mesma. Agora, meu amigo, se deixar, e não colher, isso pode te dar uma dor de barriga de não se esquecer tão cedo.
Pensemos agora que o(a) leitor(a) está... pense em qualquer situação que quiserem, e por sabe-se lá o motivo, quebre os dois braços, para ser bem trágico. Ficará temporariamente impossibilitado de fazer várias coisas, não é?! Várias coisas, mesmo! E é preciso justamente tempo para que aquilo que está doente possa melhorar.
Aí vocês vão me dizer, “sabe de nada, inocente...” há situações em que não temos mais tempo.  E eu vou lhes dizer, vocês tem razão, algumas vezes, perdemos realmente tempo, acreditando, justamente, que sempre o teremos. É a nossa profunda ilusão de controle. E me perguntam novamente “o que fazemos com isto?”.
Vamos recorrer a Antoine de Saint-Exupéry e seu pequeno príncipe “De novo me senti gelado pela sensação do irreparável, e compreendi que não suportaria a ideia de nunca mais ouvir aquele riso. Para mim, era como uma fonte no deserto”.
Será que é irreparável? Talvez conseguimos forjar um tempo mínimo, e fazer diferente, fazer com que o tempo, por menor que seja, seja eterno para a gente. Sempre há tempo.

Um comentário:

  1. Será que é irreparável? Talvez conseguimos forjar um tempo mínimo, e fazer diferente, fazer com que o tempo, por menor que seja, seja eterno para a gente. Sempre há tempo - muito bom

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