E quando a conta chega?
Pior ainda, meus amigos, se os juros forem altos?
Em época de crise, nem se fala!
Curiosos e desavisados talvez estejam a perguntar-se de
quais contas estamos falando. Não são aquelas do banco propriamente ditas, do “bendito”
papel moeda, - que sempre me confunde, diga-se de passagem-. Antes fossem
estas.
Estou falando de uma bem mais cara, que faz a pessoa, seja
rica ou pobre, suar, e muito, para, com sorte, conseguir diminuir o prejuízo.
Só diminuir mesmo. Essa nunca se paga por completo.
Digo ao atento leitor que estou falando das consequências de
nossas escolhas; e ai de quem não recorre à velha psicanálise para tentar fazer
um acordo, pois nesse encargo, pelo bem, ou pelo mal, é impossível dar calote.
Essa mesma (a psicanálise), sem mais delongas, ainda te joga
na cara que se endividou sozinho, achando que era “o rei do camarote” enquanto
não vivia nem com salário mínimo.
Doce ilusão de um cartão de crédito sem limites...
Nem os muquiranas de plantão escapam desse fatídico destino.
Vale a pena a retomada dessa máxima, usada em outro
contexto, mas perfeitamente aplicável. Certa vez, uma professora sábia me
disse: “-Só depois de muito tempo vamos compreender o porquê de algumas
escolhas”.
Psicanalista. Tinha de ser!
Os rebentos de nossas escolhas batem à porta e trazem uma conta
mais do que inflacionada, com juros e correção monetária.
Se ainda não chegou, pior ainda, sua prole só tem aumentado,
tenha certeza!
E a nós? Sem moratória, é arcar com os custos, centavo por
centavo.
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