domingo, 4 de maio de 2014

E no retrovisor da vida, para quem você vai dar tchauzinho?

Hoje escreverei sobre algo que todos adoram escrever. Vejo por aí, e são textos em pencas sobre a temática, e admito, muitas vezes pode ser até meio clichê...
Mas Calma, não estamos falando de amor, que por mais clichê e brega que possa ser, é sem dúvidas uma fonte inesgotável para as pessoas beberem, se deleitarem e depois afogar as mágoas na mesa do bar; e depois não há garçom no mundo que aguente escutar centenas de casos de amor (e viva a Reginaldo Rossi, que compartilhou sua sabedoria conosco. Que Oxalá o tenha!).
Acho que por isto quando estamos apaixonados fazemos as maiores cagadas que provavelmente vamos nos submeter durante a vida... É meio que parecido como quando estamos bêbados, só cada vez que que abre a boca, é uma besteira maior que outra. Acho que deveriam fundar uma associação, algo tipo “alcoólatras anônimos do amor”.
Brega como só poderia ser se tratando disto!
E no mais, não há quem resista quando ele te pega e te da uma chave de perna... Vai pra lona em dois tempos. Ainda mais quando se têm umas pernas que são dureza de resistir... Aí já entrega pra Deus! E como diria Leoni “são mãos e braços, beijos e abraços, pele barriga e seus laços” o resto já se sabe... Somos só garotos...
Mas então, não é sobre amor que escreverei, ou melhor, até é, mas de um outro tipo. Vou falar hoje é de amizade.
A vontade – necessidade gritante, leia-se - de escrever este texto surgiu depois de que neste final de semana, me encontrei com Talita, uma grande amiga, e tinha tudo para ser um encontro normal, apesar de que os encontros com ela nunca são normais... Quem a conhece que o diga! E conversamos sobre a vida, falamos um bocado de coisas, e por mais que falemos, sempre tem coisas ainda que queremos conversar, é incrível!
E justamente, pelos encontros com ela nunca serem normais, que apenas uma coisa que foi dita trouxe à tona um mar de lembranças carregadas de sentimentos.
Caros amigos, vamos sair por um instante do piloto automático da vida, e olhar no retrovisor.
Conseguem ver aquela pessoa que está presente na maioria das lembranças que têm? Que já viveram tantas coisas juntos, algumas até indizíveis (segredos dos mais profundos que foram conversados nas madrugadas, sentados no sofá, ou deitados nas calçadas; coisas que foram vividas entre vocês e que sempre será lembrado com entusiasmo, uma pitada de vergonha e um caminhão de saudades...)? Acima de tudo, aquela pessoa que não conseguem olhar para trás e não conseguir se ver sem ela?
E tem mais, não é somente passado, é presente e futuro também, é aquela pessoa que por mais que passem dias sem conversar, a distância não é capaz de nem mesmo arranhar, quem dirá diminuir o tamanho do carinho que se tem por ela (e nisso tenho propriedade em dizer). É ainda quem daqui a alguns anos imagina que frequentará a sua casa e você a dela; que batizará o seu filho, e quem sabe você o dela; quem farão viagens juntos; que passarão natais juntos; que sabe que poderá estar contigo em momentos felizes e tristes, como já acontecido; mas que só não vamos dividir o mesmo quarto em lugares digamos... meio íntimos...
Se conseguiram, pensar em uma pessoa assim sabem o que sinto quando falo sobre Talita. Para ela eu olho no retrovisor e dou tchauzinho!

Maldita seja Alice, que motivou tudo isto.

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